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Mais de 80 setores passam a ser obrigados a emitir a NF-e
Um segundo grupo de empresas passa a ser, a partir de hoje (1/7), obrigado a emitir a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Ao todo, mais de 80 atividades econômicas foram incluídas nessa etapa do programa do governo brasileiro voltado a substituir os documentos fiscais em papel pelo modelo digital nas operações entre empresas, que incluam a venda e a circulação de mercadorias.
Ao todo, o calendário de migração para a NF-e em 2010 foi dividido em quatro fases: abril, julho, outubro e dezembro. E a mudança afetará indústrias, comércio atacadista e as empresas que fornecem produtos para a administração pública das três esferas: municipal, estadual e federal.
O coordenador técnico nacional do projeto da NF-e, Álvaro Antônio Silva Bahia, avisa que as empresas que não cumprirem a norma serão penalizadas. Para isso, neste semestre, está programada uma fiscalização em diversas companhias enquadradas na norma. O trabalho será realizado com o apoio das secretarias estaduais de Fazenda (Sefaz), que têm a listagem de todos os contribuintes irregulares.
Em um primeiro momento, as empresas que descumprirem a norma serão notificadas e, em um segundo momento, serão autuadas. De acordo com Bahia, a multa varia por Estado, mas em média, o Fisco cobrará 3% sobre o valor da nota fiscal emitida em papel. "As empresas tiveram prazo para se adequar ao novo modelo. Não tem desculpa para o não cumprimento do protocolo. Até para os que não têm como investir em TI, liberamos um software grátis", afirma o coordenador, que acrescenta: "O único gasto é com a certificação digital, que custa em média 150 reais".
Para o técnico, os principais fatores para o não atendimento da norma são o desconhecimento dos contadores sobre o formato eletrônico e a cultura das empresas, as quais esperam uma prorrogação do prazo. O que não acontecerá, segundo Bahia.
O governo tem a meta de, até o final do ano, fazer com que 1 milhão de empresas adotem o modelo de nota eletrônica. Esse número corresponde a 95% dos contribuintes do Brasil que pagam o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).
Desde 2008, quando começou o programa da NF-e nacional no Brasil, 194.740 empresas aderiram ao sistema. Juntas elas emitiram mais de 1,1 bilhão de documentos, que somaram 33,7 trilhões de reais em transações. Pelas contas do coordenador do programa o número de companhias obrigadas a atender ao novo formato é próximo de 400 mil, mas apenas metade delas está em conformidade com o protocolo ICMS 42/09.
O papel das empresas menores
Segundo Bahia, ficarão de fora do programa apenas as microempresas. Ainda assim, se elas fornecerem algum tipo de produto ou serviço para o governo serão obrigadas a emitir a NF-e. Isso porque, a partir de dezembro de 2010, todas as licitações públicas vão exigir que as transações sejam digitais.
Além disso, o coordenador explica que as empresas que compram mercadorias, que são as destinatárias, vão pressionar a emissão da NF-e, pois o documento em papel não servirá para obtenção dos créditos de ICMS. De acordo com ele, o formato fiscal eletrônico traz benefícios não apenas para o Fisco, mas para toda a cadeia, por reduzir papel e custos. Ele dá o exemplo das companhias chilenas, que adotam espontaneamente esse modelo bem antes que o Brasil, mas que cobram 13 dólares por nota fiscal dos que geram o documento em papel, por causa do tempo gasto com digitação dos dados.
Fonte: Computerworld
Site da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo traz instruções para as empresas que queiram fazer a emissão do Conhecimento Eletrônico de Transporte em substituição ao documentos em papel modelo 8, 9, 10 e 11 e às Notas Fiscais em papel, modelos 7 (quando utilizada em transporte de cargas) e 27
A Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) é um documento que substitui as tradicionais notas fiscais impressas.
Surpreendente é o número de empresas que estarão emitindo nota fiscal eletrônica até o final do 2010.
Até o final deste ano, 1 milhão de empresas precisam começar a emitir a nota fiscal eletrônica nas transações entre si e para a obtenção de créditos no Fisco.
Companhias obrigadas à emissão da Nota Fiscal Eletrônica desde abril são alvo da operação coordenada pela Fazenda
A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) aumenta ainda mais sua abrangência com o ingresso de 238 novas atividades comerciais e industriais na lista dos estabelecimentos habilitados a utilizar o documento em Alagoas.
Alvo da operação serão as empresas que ainda não emitiram nenhuma nota
A emissão dos documentos relativos à movimentação de cargas está mais simples e rápida no Espírito Santo. O Governo do Estado acaba de regulamentar o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), sistema que armazena digitalmente informações sobre a movimentação das mercadorias, desde a retirada até a entrega.
Contribuintes enquadradas na medida desde 1/4 e que ainda estão processando a nota fiscal em papel serão inspecionados a partir de agosto.
A partir de 17/05/2010 os contribuintes paranaenses já podem solicitar credenciamento para emitir Conhecimento de Transporte eletrônico – CT-e




